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CL IMATOLOGIE LE REGIME PLUVIOMETRIQUE

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CL IMATOLOGIE LE REGIME PLUVIOMETRIQUE
42
1
La M é t é o r o l o g i e 8 ' série - n ° 4 - d é c e m b r e 1993
LE REGIME
PLUVIOMETRIQUE
DE LA GUADELOUPE
CLIMATOLOGIE
Nathalie Bleuse et Charles Mandar
Météo-France
Service météorologique
de la
BP 285, 97158 Pointe-à-Pitre
RESUME
Guadeloupe
Cedex
Le régime pluviométrique de la Guadeloupe présente une exceptionnelle
variabilité spatiale et temporelle. Situé dans l'arc des Petites Antilles, cet
archipel est composé principalement de Grande-Terre, plate, et de BasseTerre, montagneuse, d'une superficie cumulée de 1520 km . La gamme des
pluviométries annuelles s'étend de 1000 mm à la pointe est de Grande-Terre,
à plus de 12000 mm au sommet de la Soufrière (1467 mètres). On distingue
partout deux saisons principales : le Carême, saison sèche centrée sur févriermars, et l'Hivernage, saison humide s'étendant d'août à octobre, pendant
laquelle se produisent les cyclones. Mais l'occurrence, ou l'absence, de quelques
événements pluviométriques majeurs suffit à perturber considérablement le
comportement saisonnier.
2
ABSTRACT
The rainfall climatology of the Guadeloupe shows a very large spatial
and temporal variability. Located in the arch of the «Petites Antilles», this
archipelago is mainly composed of the flat «Grande-Terre» and of the
mountainous «Basse-Terre». Their total area is 1520 km . Total annual rainfall
amount ranges from 1000 mm at the eastern end of «Grande-Terre» to more
than 12000 mm at the Soufrière peak (1467 m). Two main seasons are présent
everywhere : the «Carême», dry season centered on February and March and
the wet season going from August to October, during which hurricanes are
observed. But some occurrence or absence of a few major rainy events is enough
to modify substantially the mean seasonal variation.
2
APERÇU
GEOGRAPHIQUE
L ' a r c h i p e l g u a d e l o u p é e n fait partie de l'arc des Petites Antilles, entre
l ' A t l a n t i q u e tropical et la M e r des C a r a ï b e s . Sa superficie totale est de 1780 k m , et
il se c o m p o s e de (figure 1) :
2
2
- la G u a d e l o u p e «continentale», constituée de Basse-Terre (950 k m ) , et de
G r a n d e - T e r r e (570 k m ) , les d e u x îles principales séparées par un étroit chenal, la
Rivière Salée;
2
2
- M a r i e - G a l a n t e (150 k m ) , la D é s i r a d e , les Saintes et enfin, les îles du nord,
Saint-Martin et S a i n t - B a r t h é l e m y (quelques dizaines d e k m ) .
2
L a diversité des p a y s a g e s , r e m a r q u a b l e dans un espace aussi limité, résulte
de la g r a n d e variété des reliefs, qui contribue à la création de climats locaux, avec
leur végétation propre. Aux collines et plateaux calcaires de G r a n d e - T e r r e , M a r i e Galante et la Désirade, s ' o p p o s e n t les massifs boisés de B a s s e - T e r r e . L a chaîne
m o n t a g n e u s e , axée nord-sud, sans voie de pénétration véritable, c u l m i n e dans sa
partie sud au volcan de la Soufrière (1467 mètres). Les petites îles c o m m e les Saintes
et S a i n t - B a r t h é l e m y sont arides ( R é a u d et al., 1982) (figure 2).
Cette île v o l c a n i q u e n ' e s t pas à l'abri des grandes catastrophes naturelles:
t r e m b l e m e n t s de terre, éruptions volcaniques (en 1976) et enfin cyclones ( H u g o , en
1989, fut le plus violent j a m a i s o b s e r v é sur les D O M - T O M ) .
Figure 1 - Position g é o g r a p h i q u e d e la G u a d e l o u p e
e
L a M é t é o r o l o g i e 8 série - n° 4 - d é c e m b r e 1993
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A u x Antilles, la circulation générale a t m o s p h é r i q u e , agissant sur la
position relative de la zone intertropicale
de c o n v e r g e n c e (ZIC) et de la zone de
s u b s i d e n c e liée à l ' a n t i c y c l o n e d e s
A ç o r e s , p e r m e t de définir deux principales saisons: le C a r ê m e , saison sèche
centrée sur février-mars, et l ' H i v e r n a g e ,
saison h u m i d e s ' é t e n d a n t d ' a o û t à o c t o b r e . C e l l e s - c i se d i s t i n g u e n t e s s e n tiellement par leur r é g i m e de précipitations, lié à la structure d e la c o u c h e
d ' a l i z é instable, plus ou m o i n s épaisse
( B e r n e t , 1 9 7 6 ) . Entre ces d e u x saisons,
on o b s e r v e d e u x périodes de transition
aux caractéristiques m o i n s m a r q u é e s .
T o u t au long de l ' a n n é e , ce sont d o n c
des p h é n o m è n e s différents qui contribuent à l ' a p p o r t p l u v i o m é t r i q u e (figure
3).
Figure 2 - La G u a d e l o u p e continentale :
régions pluviométriques h o m o g è n e s et p o s t e s d e référence
L a p l u v i o m é t r i e constitue le facteur d é t e r m i n a n t du climat, les autres
p a r a m è t r e s m é t é o r o l o g i q u e s présentant
une variabilité saisonnière et spatiale
b e a u c o u p plus réduite. Bien que le rég i m e général du vent varie peu en cours
d ' a n n é e en direction c o m m e en force, la
m o r p h o l o g i e de l'île entraîne des variations sensibles parmi lesquelles une forte
évolution diurne en G u a d e l o u p e continentale.
Figure 3 - P é r i o d e d'observation d e s p h é n o m è n e s a t m o s p h é r i q u e s
influant sur le r é g i m e d e s précipitations en G u a d e l o u p e
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e
La M é t é o r o l o g i e 8 série - n° 4 - d é c e m b r e 1993
LE REGIME ANNUEL
DES PLUIES
Variabilité spatiale
L e v o l u m e d ' e a u annuel m o y e n précipité sur la G u a d e l o u p e se m o n t e à plus
de 4 milliards de m . E n s u p p o s a n t une répartition uniforme des précipitations sur
l ' e n s e m b l e de l'île, ce v o l u m e p r o v o querait u n e l a m e d ' e a u de plus de 2 6 0 0
m m . A titre de c o m p a r a i s o n , le milieu
o c é a n i q u e e n v i r o n n a n t n e r e ç o i t en
m o y e n n e que 9 5 0 m m par an.
3
A l'intérieur de la G u a d e l o u p e , la
variabilité spatiale des précipitations est
exceptionnelle. On relève de 1000 m m
d ' e a u dans les régions les plus sèches
j u s q u ' à p l u s d e 12 0 0 0 m m au s o m m e t de
la Soufrière (figure 4). L a faible superficie de l'île i m p l i q u e q u e , à un instant
d o n n é , la G u a d e l o u p e est s o u m i s e dans
son intégralité à la m ê m e m a s s e d'air,
d ' u n e instabilité plus ou m o i n s p r o n o n cée. C ' e s t d o n c la m o r p h o l o g i e m ê m e de
l'île qui est à l'origine de la variabilité
spatiale des précipitations. O n distingue
un effet o r o g r a p h i q u e , p r é p o n d é r a n t en
B a s s e - T e r r e , et un effet de continental ité
qui d o m i n e en G r a n d e - T e r r e et à M a r i e Galante.
Figure 4 - I s o h y è t e s m o y e n n e s a n n u e l l e s
1 9 6 1 - 1 9 9 0 (tracé effectué par krigeage)
L'effet o r o g r a p h i q u e
L e flux d ' e s t d ' a l i z é dirige p r e s q u e c o n s t a m m e n t l'air p e r p e n d i c u l a i r e m e n t
aux reliefs de Basse-Terre. Le s o u l è v e m e n t des m a s s e s d ' a i r ainsi o c c a s i o n n é
p r o v o q u e leur refroidissement, et la c o n d e n s a t i o n d ' u n e partie de la v a p e u r d ' e a u .
Si la m a s s e d ' a i r est suffisamment h u m i d e , il y a a c c r o i s s e m e n t des précipitations au
vent de la m o n t a g n e . S o u s le vent, l'air, qui a p e r d u une partie de son eau par
précipitation, se réchauffe plus r a p i d e m e n t , et les pluies se raréfient.
L a c o r r e s p o n d a n c e entre isohyètes et lignes de niveau sur B a s s e - T e r r e illustre tout à fait le p h é n o m è n e . Les gradients horizontaux varient de 150 m m / k m au
nord de la côte au vent, à 6 0 0 m m / k m au sud de la côte sous le vent. A altitude égale,
la p l u v i o m é t r i e a n n u e l l e est n e t t e m e n t plus forte sur le versant au vent q u e sous le
vent.
L'effet d e continentalité
L e fort ensoleillement dont bénéficie la G u a d e l o u p e p r o v o q u e au cours de la
j o u r n é e le réchauffement du sol, et, p a r c o n d u c t i o n , de la m a s s e d ' a i r à son voisinage.
L e m é c a n i s m e de la convection est ainsi a m o r c é dans la c o u c h e d ' a l i z é de type
instable. Il y a formation de n u a g e s convectifs, et é v e n t u e l l e m e n t de précipitations,
sous forme d ' a v e r s e s . C ' e s t d ' e s t en ouest, dans le sens de l'alizé, q u e la d u r é e du
c o n t a c t sol-air sera m a x i m a l e : c ' e s t ainsi q u e les p r é c i p i t a t i o n s é v o l u e n t
p r o g r e s s i v e m e n t de m o i n s de 1300 m m sur Saint-François à près de 1800 m m sur la
région pointoise. A M a r i e - G a l a n t e , la pluviométrie varie de 1200 m m à 1500 m m
d ' e s t en ouest.
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La M é t é o r o l o g i e 8° série - n° 4 - d é c e m b r e 1993
Les îles de faible superficie (Les Saintes, la D é s i r a d e , S a i n t - B a r t h é l e m y ) , qui
n ' i m p o s e n t aux m a s s e s d ' a i r q u e peu de contraintes o r o g r a p h i q u e s ou t h e r m i q u e s ,
ont une p l u v i o m é t r i e m o y e n n e de 1000 m m , l é g è r e m e n t supérieure à celle de l ' o c é a n
qui les e n t o u r e . A Saint-Martin, d ' u n e superficie supérieure (86 k m ) et dont le relief
c u l m i n e à 4 2 4 m è t r e s , la p l u v i o m é t r i e annuelle atteint v r a i s e m b l a b l e m e n t 1500 m m
sur les s o m m e t s (figure 5).
2
Les zones
homogènes
Variabilité
temporelle
Poste
Beausoleil
Neufchâteau
Duclos
Sainte-Rose
Grand Carbet
IPG
Le Raizet
Pombiray
Sylvain
Bellevue
Gustavia
Une des principales caractéristiques du régime annuel des pluies en Guadeloupe
est donc son exceptionnelle variabilité spatiale. Toutefois, p o u r en faciliter l'étude,
on définit des z o n e s h o m o g è n e s , p o u r lesquelles les c o m p o r t e m e n t s p l u v i o m é t r i q u e s
sont similaires (Bleuse et al., 1992). O n sélectionne alors d a n s c h a q u e z o n e un poste
dont la qualité est r e c o n n u e , et q u e l'on considère c o m m e p l u v i o m é t r i q u e m e n t
représentatif de la zone où il se trouve (voir figure 2).
A u - d e l à du calcul des p a r a m è t r e s statistiques descriptifs et pertinents des
différentes séries ( m o y e n n e , m é d i a n e , écart-type), les échantillons de pluies a n n u e l les autorisent l'évaluation des valeurs d é c e n n a l e sèche et d é c e n n a l e h u m i d e ; elles
c o r r e s p o n d e n t r e s p e c t i v e m e n t à la p l u v i o m é t r i e annuelle d é p a s s é e 9 a n n é e s sur 10,
et à la p l u v i o m é t r i e annuelle d é p a s s é e 1 a n n é e sur 10 (tableau 1).
Moyenne
Médiane
Ecarttype
Dec.
sèche
Dec.
humide
K
972
3526
2807
1706
6061
4433
1791
1318
1409
1508
985
972
3492
2766
1686
175
509
487
262
640
536
357
319
301
314
241
747
2905
2218
1370
1197
4197
3449
2041
1,60
1,44
1,56
1,49
3759
1351
944
1051
1134
702
5136
2264
1739
1806
1922
1303
1,37
1,67
1,84
1,72
1,69
1,86
4411
1768
1281
1377
1476
957
La m o y e n n e est toujours légèrem e n t supérieure à la m é d i a n e , ce qui met
en évidence l'influence systématique des
fortes valeurs. Toutefois, l'écart n ' é t a n t
j a m a i s supérieur à 3 %, la m o y e n n e reste
un p a r a m è t r e statistique de centrage satisfaisant p o u r caractériser le r é g i m e
p l u v i o m é t r i q u e annuel.
L e coefficient K, rapport de la
p l u v i o m é t r i e d é c e n n a l e h u m i d e à la
pluviométrie d é c e n n a l e sèche, m e s u r e
la variabilité de l a p l u v i o m é t r i e annuelle.
11 est plus faible en Basse-Terre q u ' e n
G r a n d e - T e r r e et d a n s les d é p e n d a n c e s .
C e s valeurs de K m e t t e n t en é v i d e n c e
T a b l e a u 1 - Valeurs s t a t i s t i q u e s d e s précipitations 1 9 6 1 - 1 9 9 0 (en mm)
l'effet régulateur du relief. Les coefficients les plus élevés, t é m o i n s d ' u n e forte variabilité interannuelle, se trouvent dans
les zones sèches du sud-est et du nord de G r a n d e - T e r r e , et à S a i n t - B a r t h é l e m y . Sur
la série courte de D é s i r a d e , la valeur K est voisine de 2, ce qui constitue un m a x i m u m
régional.
L'EVOLUTION
SAISONNIERE
DU REGIME
DES PRECIPITATIONS
Suivant la période de l ' a n n é e , des p h é n o m è n e s a t m o s p h é r i q u e s différents
sont à l'origine des précipitations (voir figure 3). L ' i m p a c t de ces différents
p h é n o m è n e s apparaît sur les distributions des précipitations m e n s u e l l e s .
L e poste du Raizet, ouvert depuis 1 9 5 1 , fournit u n e série de d o n n é e s très
fiable, suffisamment l o n g u e p o u r permettre une étude statistique robuste. D ' a u t r e
part, ce poste d o n n e , en p r e m i è r e a p p r o x i m a t i o n , une représentation c o h é r e n t e des
p h é n o m è n e s en plaine. M a l g r é tout, certaines de ses distributions m e n s u e l l e s sont
h é t é r o g è n e s et la m o y e n n e m e n s u e l l e , p a r a m è t r e de c e n t r a g e le plus habituel, n ' a
parfois q u ' u n sens très relatif et insuffisant en climat tropical-insulaire-humide. L e
p h é n o m è n e est parfaitement illustré par la distribution des précipitations m e n s u e l l e s
en mai, durant l'inter-saison du C a r ê m e à l ' H i v e r n a g e (figure 6).
En toutes saisons, les é v é n e m e n t s pluvieux e x c e p t i o n n e l l e m e n t intenses
a u g m e n t e n t la dispersion et amplifient e x a g é r é m e n t la valeur m o y e n n e , l'écartant
des valeurs les plus f r é q u e m m e n t observées (figure 7).
Variabilité spatiale de
l'évolution saisonnière
En plaine
D a n s cette zone, représentée p a r les postes de Sylvain, P o m b i r a y , L e Raizet,
et S a i n t e - R o s e , les courbes des m o y e n n e s , des m é d i a n e s et des quartiles inférieurs
et supérieurs présentent une évolution régulière avec un m a x i m u m principal d ' a o û t
à n o v e m b r e , un m a x i m u m secondaire au m o i s de mai, et un m i n i m u m en févrierm a r s . M a i , déjà distingué p r é c é d e m m e n t p a r son hétérogénéité, présente l'intervalle
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L a M é t é o r o l o g i e 8e série - n ° 4 - d é c e m b r e 1993
Figure 5 - Pluviométrie a n n u e l l e m o y e n n e
d a n s l'archipel
(les pluies s o n t d o n n é e s en millimètres et
les é c h e l l e s s p a t i a l e s n e s o n t p a s
respectées).
Figure 6 - Distribution d e s précipitations
o b s e r v é e s en mai - Le Raizet : 1 9 5 1 - 1 9 9 0
Figure 7 Profils a n n u e l s
d e s précipitations
de 1986 à 1990
et m o y e n n e - Le Raizet
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L a M é t é o r o l o g i e 8e série - n ° 4 - d é c e m b r e 1993
Port-Louis Sylvain (16 m)
30 ans
Raizet
1961-1990
Saint-Rose Bourg (31 m)
30 ans
Saint-François Pombiray (44 m)
29 ans
Petit-Bourg Duclos (110 m)
30 ans
Capesterre Neufchâteau (250 m)
30 ans
Grand Carbet (720 m)
12 ans
Vieux-Habitants Beausoleil (140 m)
26 ans
Saint-Claude IPG (650 m)
24 ans
Figure 8 - Evolution s a i s o n n i è r e d e s précipitations. L e s précipitations s o n t d o n n é e s en millimètres.
moyenne : histogrammes
quartiles : c o u r b e s
période 1 9 6 1 - 1 9 9 0
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e
L a M é t é o r o l o g i e 8 série - n ° 4 - d é c e m b r e 1993
interquartile m a x i m a l . Les valeurs « n o r m a l e s » , observables une année sur d e u x ,
oscillent entre 5 0 et 2 0 0 m m , soit dans un rapport de 1 à 4 (figure 8).
En altitude
A D u c l o s , les c o u r b e s ont une allure très similaire à celles des postes de
plaine, avec un glissement vers les fortes valeurs. Un m i n i m u m absolu de 100 m m
par m o i s est assuré de juillet à n o v e m b r e . A Neufchâteau, février et mars constituent
toujours un m i n i m u m bien établi. A p r è s le m a x i m u m relatif du m o i s de mai, les
précipitations « n o r m a l e s » a u g m e n t e n t p r o g r e s s i v e m e n t p o u r atteindre leur m a x i m u m en o c t o b r e - n o v e m b r e . A u G r a n d Carbet, les courbes présentent une allure
h o m o g è n e entre elles. D e u x m a x i m a relatifs bien m a r q u é s en mai et n o v e m b r e
e n c a d r e n t une forte décroissance des totaux m e n s u e l s de d é c e m b r e à février, et une
croissance progressive de j u i n à octobre. A S a i n t - C l a u d e IPG (sous le vent du relief),
les m a x i m a disparaissent p o u r laisser place à une relative c o n s t a n c e des valeurs
« n o r m a l e s » de mai à n o v e m b r e .
En c ô t e s o u s le v e n t
A u poste d e Beausoleil, c o m m e à l ' I P G , le m a x i m u m relatif d e m a i disparaît.
C e p h é n o m è n e s ' o b s e r v e d'ailleurs sur toutes les séries de m e s u r e s disponibles sur
la côte sous le vent.
Variation spatiale d e l'amplitude
d e la variation s a i s o n n i è r e
L e rapport de la pluviométrie m e n s u e l l e m o y e n n e du m o i s le plus h u m i d e au
m o i s le plus sec caractérise l ' a m p l i t u d e de la variation saisonnière. O n peut en établir
a p p r o x i m a t i v e m e n t les variations spatiales (figure 9). C e rapport, de l'ordre de 4 en
G r a n d e - T e r r e et au nord de B a s s e - T e r r e , est minimal en m o n t a g n e , et m a x i m a l sur
la côte sous le vent. C ' e s t donc dans les régions sèches que les saisons sont les plus
marquées.
LA VARIABILITE
INTERANNUELLE ET
SAISONNIERE
Contribution des
précipitations
journalières
L a variabilité temporelle peut être e x p l i q u é e par le large éventail des valeurs
des pluies j o u r n a l i è r e s .
Sur la série du Raizet, on a sélectionné les trois a n n é e s les plus sèches ( 1 9 7 1 ,
1973, 1983), et les trois a n n é e s les plus h u m i d e s ( 1 9 6 6 , 1970, 1981).
En c o m p a r a n t l ' é v o l u t i o n des
précipitations d ' u n e a n n é e sèche (1973)
et d ' u n e a n n é e h u m i d e (1981), il apparaît
que, si le «bruit de fond» q u e constituent
les faibles précipitations est plus ou moins
identique dans les deux c a s , les profils se
différencient n e t t e m e n t par la p r é s e n c e
ou l ' a b s e n c e de «pics» matérialisant des
épisodes majeurs (figure 10).
Plus g é n é r a l e m e n t , et p o u r l'ens e m b l e des séries exploitables à l'échelle
q u o t i d i e n n e , on peut quantifier l ' a p p o r t
respectif de différentes classes de précipitations j o u r n a l i è r e s (figures 11 et 12).
Figure 9 - Variation spatiale du rapport du maximum
de la pluviométrie mensuelle à son minimum
Le n o m b r e de j o u r s sans pluie
significative (< 1 m m ) évolue d ' e n v i r o n
2 2 0 j o u r s par an en m o y e n n e dans les
zones les plus sèches à m o i n s de 100 en
altitude, c o n s é q u e n c e de l'effet de foehn.
Les précipitations de 1 à 5 m m ont une
fréquence partout identique, mais leur
contribution est é v i d e m m e n t plus forte
en climat sec. D a n s tous les c a s , la classe
10-30 m m assure entre 3 0 et 4 0 % du
total annuel. A u - d e s s u s de 30 m m par
jour, il s'agit en zone s è c h e de pluies
dues à des perturbations synoptiques ou
à des cellules convectives très actives.
S ur une zone h o m o g è n e de Grande-Terre,
L a M é t é o r o l o g i e 8e série - n ° 4 - d é c e m b r e 1993
année sèche : 1973
total annuel : 995 mm
durée de retour : plus de 50 ans
120 jours sans pluie
année humide : 1981
total annuel : 2486 mm
durée de retour : 30 ans
108 jours sans pluie
HISTOGRAMMES DES FREQUENCES DES PRECIPITATIONS QUOTIDIENNES
Figure 10 - Précipitations q u o t i d i e n n e s d e d e u x a n n é e s r e m a r q u a b l e s - Le Raizet
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50
La M é t é o r o l o g i e 8e série - n ° 4 - d é c e m b r e 1993
Figure 1 1 - N o m b r e m o y e n d e jours par an et par c l a s s e d e précipitations journalières
•
Il
moins d e 1 mm | | de 1 à 5 mm
de 30 à 50 mm
•
•
de 50 à 100 mm •
d e 5 à 10 mm
[ ] d e 10 à 30 mm
plus d e 100 mm
Figure 12 - Contribution d e s précipitations journalières au total a n n u e l
ces é v é n e m e n t s se produisent en m o y e n n e 13 j o u r s par an, et contribuent pour plus
de 3 0 % au total annuel. En m o n t a g n e , ces m ê m e s é v é n e m e n t s a t m o s p h é r i q u e s ,
intensifiés par l'effet o r o g r a p h i q u e , c o r r e s p o n d e n t aux classes « 5 0 - 1 0 0 m m » et
«plus de 100 m m » . En m o y e n n e , ils apportent en 13 j o u r s 25 % du total annuel. Sur
la côte sous le vent, près de 2 0 % de la p l u v i o m é t r i e annuelle n ' e s t assurée q u ' e n 5
jours.
Les
sécheresses
Si l'on g a r d e à l'esprit cette forte contribution de q u e l q u e s é v é n e m e n t s
pluvieux au total annuel, on c o m p r e n d que peu d ' a n n é e s c o r r e s p o n d e n t aux profils
m o y e n s de l'évolution saisonnière des précipitations tels q u ' i l s apparaissent sur la
figure 8; en effet, la forte variabilité des précipitations m e n s u e l l e s se traduit le plus
souvent par une succession de périodes sèches et de périodes h u m i d e s plus ou m o i n s
accentuées.
La Météorologie 8e série - n° 4 - d é c e m b r e 1993
1988 : CAS D'UNE ANNEE NORMALE (ABYMES Raizet)
En temps normal, les précipitations
de Carême ne compensent p a s
l'évapotranspiration d e s sols et d e s
cultures : il existe un déficit naturel
Les épisodes pluvieux importants
assurent l'essentiel de la réserve
hydrique ; on n'en dénombre que
quelques-uns par an en moyenne
1991 : CAS D'UNE ANNEE SECHE (MOULE Gardel)
Figure 13 - Bilans hydriques c o m p a r é s d e d e u x a n n é e s c a r a c t é r i s t i q u e s
51
52
e
L a M é t é o r o l o g i e 8 série - n° 4 - d é c e m b r e 1993
Alors q u ' a u Sahel par e x e m p l e , situé à la m ê m e latitude sur le continent
africain, les sécheresses p e u v e n t p e r d u r e r plusieurs a n n é e s , en climat tropical
insulaire h u m i d e , la répartition irrégulière et aléatoire des épisodes pluvieux en
limite la d u r é e . M a i s , si ces sécheresses sont b r è v e s , elles n ' e n sont p a s m o i n s
redoutables.
Par e x e m p l e , la sécheresse de 1983 a p r o v o q u é des dégâts catastrophiques sur
les cultures. Elle a sévi pendant l ' H i v e r n a g e , après un mois de mai exceptionnellement
pluvieux (record des 3 0 dernières a n n é e s avec 4 3 9 m m , soit près de 5 0 % du total de
l'année).
Les bilans hydriques présentés sur la figure 13 constituent une autre illustration de cette variabilité.
LES FORTES
PRECIPITATIONS
Quelques épisodes
pluvieux significatifs
C ' e s t au p a s s a g e d ' H é l é n a (figure 14a), classée t e m p ê t e tropicale en raison
de la vitesse assez m o d é r é e de ses vents (65 k m / h à Pointe-à-Pitre), q u e l ' o n a relevé
sur la B a s s e - T e r r e les quantités d ' e a u les plus importantes avec plus de 4 5 0 m m en
deux j o u r s au poste de P a r n a s s e - O r s t o m ( C h a p e r o n et al., 1985).
H u g o (figure 14b) a été parfois qualifié de « c y c l o n e sec» car il n ' a pas
p r o v o q u é d ' i n o n d a t i o n s : les j o u r s qui l ' o n t précédé ont été secs, et les sols n ' é t a i e n t
pas saturés. Toutefois les quantités d ' e a u relevées ont été, sur toute la d u r é e du
p h é n o m è n e , plus importantes en G r a n d e - T e r r e q u e lors du p a s s a g e de D a v i d et
d ' I n e z (voir tableau 2).
Si les p h é n o m è n e s cycloniques
figurent au rang des perturbations atm o s p h é r i q u e s à l'origine des pluies exGrande-Terre 100 à 200 mm
100 à 200 mm
150 à 300 mm
ceptionnelles, on n o t e toutefois q u ' i l s
Basse-Terre
100 à 300 mm
135 à 460 mm
80 à 350 mm
n ' e n ont pas l'exclusivité. En G r a n d e T e r r e , c ' e s t lors du p a s s a g e d ' u n e o n d e
T a b l e a u 2 - Pluviométrie c o m p a r é e d e s principaux o u r a g a n s sur la G u a d e l o u p e
tropicale très active, le 6 juillet 1966
(figure 14c), q u e l ' o n a relevé les précipitations journalières les plus importantes
(238 m m au Raizet, 281 m m à A n s e - B e r t r a n d , et enfin, le record absolu p o u r G r a n d e T e r r e , 343 m m à M o r n e à l ' E a u ) .
Inez (27.9.66)
David (29.8.79)
Hugo (16-17.9.89)
D e n o m b r e u x autres é v é n e m e n t s ont été r e m a r q u a b l e s , c o m m e celui du 2 mai
1981 (figure 14d): en situation de p a n n e d ' a l i z é , une cellule c o n v e c t i v e se f o r m e sur
la région de S a i n t e - A n n e et se d é v e l o p p e ensuite sur toute la partie sud de G r a n d e Terre. Elle o c c a s i o n n e des pluies torrentielles et des inondations. O n a relevé 2 1 8
m m en m o i n s 2 4 heures à S a i n t e - A n n e , dont 145 m m en un peu plus de 3 h e u r e s , et
s e u l e m e n t 3 0 m m à Pointe-à-Pitre.
Enfin, le 15 n o v e m b r e 1986 (figure 14e), il s'agit d ' u n e dépression stationnaire qui o c c a s i o n n e des précipitations très intenses sur B a s s e - T e r r e .
Les plus fortes
intensités enregistrées
Durée
Hauteur en mm
6mn
15 mn
3 0 mn
1 h
2 h
3 h
6 h
12 h
24 h
2j
4j
22
38
57
73
89
105
149
194
248
274
286
A ce j o u r , les d o n n é e s du Raizet constituent le seul historique adapté à l ' é t u d e
des intensités à des pas de temps inférieurs à la j o u r n é e . M a i s , en première
a p p r o x i m a t i o n , on peut en étendre la validité aux régions de plaine. O n se réfère donc
v a l a b l e m e n t aux d o n n é e s du Raizet (voir tableau 3).
Intensité en mm/h |
220
152
114
73
45
35
25
16
Date
Origine
4.11.74
24.11.66
29.8.79
14.9.75
9.10.90
5.11.63
16.9.89
16.9.89
6.7.66
5-6.7.66
3-6.10.70
Instabilité g é n é r a l i s é e
O r a g e localisé
David
Eloïse
Proximité d e Klaus
O r a g e localisé
Hugo
Hugo
O n d e d'est
O n d e d'est
O n d e d'est
Tableau 3 - Valeurs maximales o b s e r v é e s
au Raizet et origine du p h é n o m è n e
En B a s s e - T e r r e , l ' e n s e m b l e des
séries d ' o b s e r v a t i o n , relativement courtes et présentant souvent des lacunes et
des c u m u l s , ne p e r m e t pas à ce j o u r
d ' é t u d e c o m p l è t e . L'utilisation de plus
en plus fréquente de p l u v i o g r a p h e s et de
stations a u t o m a t i q u e s de m e s u r e perm e t t r a d a n s un p r o c h e a v e n i r u n e
meilleure appréhension des p h é n o m è nes d ' é c h e l l e inférieure à la j o u r n é e . En
m o n t a g n e , les valeurs m a x i m a l e s aux
pas de t e m p s inférieurs à la j o u r n é e se
sont très c e r t a i n e m e n t produites lors du
passage de la t e m p ê t e Héléna.
53
L a M é t é o r o l o g i e 8e série - n ° 4 - d é c e m b r e 1993
Figure 1 4 a - E p i s o d e pluvieux du 2 6 a u 2 7 o c t o b r e 1 9 6 3 - T e m p ê t e H é l é n a
F i g u r e 1 4 b - E p i s o d e p l u v i e u x d u 16 a u 17 s e p t e m b r e 1 9 8 9 - O u r a g a n
Hugo
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L a M é t é o r o l o g i e 8e série - n ° 4 - d é c e m b r e 1993
F i g u r e 1 4 c - E p i s o d e p l u v i e u x d u 6 juillet 1 9 6 6
Figure 14d - E p i s o d e pluvieux du 2 mai 1981
55
e
La M é t é o r o l o g i e 8 série - n° 4 - d é c e m b r e 1993
Figure 14e E p i s o d e pluvieux du 15 n o v e m b r e 1986
L e tableau 4 d o n n e les p a r a m è t r e s observés pendant la t e m p ê t e H é l é n a au
poste de P a r n a s s e . Il s'agit des plus fortes intensités j a m a i s relevées en G u a d e l o u p e ,
m a i s l ' e m p l a c e m e n t du poste, sous le vent à une altitude m o y e n n e de 6 5 0 m è t r e s ,
porte à croire q u ' i l ne s'agit en aucun cas du m a x i m u m possible.
Durée
Hauteur en mm
Intensité en mm/h
15 mn
30 mn
1h
2h
6h
12 h
24 h
40
69
114
164
281
346
423
160
138
114
82
47
28
18
T a b l e a u 4 - Valeurs m a x i m a l e s o b s e r v é e s
p e n d a n t la t e m p ê t e H é l é n a au p o s t e d e P a r n a s s e
Sur les très courts pas de t e m p s , les intensités m a x i m a l e s restent du m ê m e ordre en G r a n d e - T e r r e et en BasseTerre. A u - d e l à de deux h e u r e s , l'écart entre les valeurs est
d ' a u t a n t plus important que la d u r é e de la précipitation est
longue. En d o u z e h e u r e s , l'intensité m a x i m a l e m e s u r é e à
Parnasse est près de deux fois plus importante q u e celle
m e s u r é e au Raizet.
Ainsi, on peut penser que l'effet de relief intensifie les
pluies de l o n g u e durée, mais que les averses exceptionnelles
touchant G r a n d e - T e r r e peuvent être t e m p o r a i r e m e n t aussi
violentes q u e sur les s o m m e t s de Basse-Terre.
P o u r de faibles d u r é e s , o n constate q u e des p h é n o m è n e s localisés, d ' é c h e l l e
s u b - s y n o p t i q u e , sont susceptibles d ' o c c a s i o n n e r de fortes intensités, supérieures à
celles enregistrées lors de c y c l o n e s , bien que dans ce dernier cas la fiabilité des
m e s u r e s soit d o u t e u s e en raison de la force du vent.
Durée de retour
des averses
exceptionnelles
L ' é t u d e statistique des averses exceptionnelles p e r m e t l'estimation de leur
durée de retour par la m é t h o d e de G u m b e l ( B e s s e m o u l i n , 1973).
Elle nécessite des séries de d o n n é e s longues sur des pas de t e m p s inférieurs
à la j o u r n é e . Or, le réseau climatologique fournit dans p r e s q u e tous les cas des
d o n n é e s de pluie au m i e u x journalières, m e s u r é e s de 8 heures à 8 h e u r e s .
L à e n c o r e , ces contraintes n o u s imposent de nous limiter à la série du Raizet,
qui fournit, sans discontinuité, 3 0 a n n é e s de d o n n é e s fiables à des pas de t e m p s
variables de 6 m i n u t e s à 4 jours. Les 3 0 a n n é e s autorisent l'estimation des intensités
56
L a M é t é o r o l o g i e 8e série - n ° 4 - d é c e m b r e 1993
a s s o c i é e s à des d u r é e s de retour allant j u s q u ' à u n e c e n t a i n e d ' a n n é e s ( * ) ; les c o u r b e s
c o r r e s p o n d a n t e s sont d o n n é e s figure 15.
Figure 15 - C o u r b e s h a u t e u r - d u r é e pour différentes d u r é e s d e retour.
Le Raizet : 1 9 6 1 - 1 9 9 0
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Guadeloupe.
C N R S , Bordeaux-Talence.
des départements
d'Outre-Mer:
(*) Compte tenu de la taille de l'échantillon, les valeurs centennales ne sont qu'indicatives.
la
Fly UP