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EVOLUTION DU CLIMAT EN LIMOUSIN DEPUIS 1880 Précipitations et températures moyennes mensuelles

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EVOLUTION DU CLIMAT EN LIMOUSIN DEPUIS 1880 Précipitations et températures moyennes mensuelles
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La Météorologie 8e série - n° 1 - mars 1993
CLIMATOLOGIE
EVOLUTION DU CLIMAT
EN LIMOUSIN DEPUIS 1880
Précipitations et
températures moyennes mensuelles
Vincent Cailliez (*)
Météo-France, SMIR-Nord, 18 rue Elisée Reclus
59651 Villeneuve d'Ascq Cedex
Victorine Perarnaud
Météo-France, ENM, Toulouse
RESUME
Les d o n n é e s c l i m a t o l o g i q u e s a n c i e n n e s sont a c t u e l l e m e n t e n c o r e très
p e u exploitées et de qualité d o u t e u s e . O n utilise ici l'outil statistique p o u r
vérifier la c o h é r e n c e spatiale et t e m p o r e l l e des d o n n é e s a n c i e n n e s afin de les
a d j o i n d r e à des d o n n é e s récentes.
Un p r o c é d é d'interpolation p e r m e t de reconstituer des valeurs m a n q u a n t e s et la m é t h o d e des d o u b l e s c u m u l s p e r m e t d ' h o m o g é n é i s e r les séries.
Enfin, la régression linéaire s i m p l e et l'analyse p é r i o d a l e p e r m e t t e n t de s é p a r e r
l'aspect o r g a n i s é de l'aspect aléatoire des séries c h r o n o l o g i q u e s .
C e s m é t h o d e s sont a p p l i q u é e s sur la p é r i o d e 1 8 8 0 - 1 9 8 8 a u x h a u t e u r s de
précipitation et a u x t e m p é r a t u r e s m o y e n n e s à l'échelle m e n s u e l l e sur certains
postes d u L i m o u s i n . Elles p e r m e t t e n t de dresser une climatologie séculaire et
de m e t t r e en é v i d e n c e u n e é v o l u t i o n significative d u c l i m a t d u L i m o u s i n .
INTRODUCTION
Si de tout t e m p s , les p r é o c c u p a t i o n s des h o m m e s se sont orientées vers les
caprices du t e m p s , au X I X è m e siècle l'intérêt porté était de l ' o r d r e de la curiosité
scientifique. M a i s , il y a une centaine d ' a n n é e s , l ' i m p a c t d ' u n e sécheresse estivale
ou d ' u n hiver rigoureux n ' é t a i t pas le m ê m e q u ' a u j o u r d ' h u i .
Il faut dire que le contexte é c o n o m i q u e n ' e s t plus le m ê m e . En France, la
c o n s o m m a t i o n en eau a été multipliée environ par cinq en 30 ans. A u j o u r d ' h u i , les
agriculteurs sont soucieux d ' a m é l i o r e r leur r e n d e m e n t et une b o n n e production pour
une culture de p r i n t e m p s p a s s e , entre autre, par une optimisation de l'irrigation. On
constate d o n c q u e l ' i m p a c t é c o n o m i q u e de la sécheresse des années 1989-1990 est
plus iinportant q u e celui de celle de l ' a n n é e 1949.
Un autre aspect non négligeable des t e m p s m o d e r n e s est le d é v e l o p p e m e n t
des m é d i a s souvent à l'affût de scénarios catastrophes. Tout le m o n d e se souviendra
q u ' a u cours de la v a g u e de froid de j a n v i e r 1985 qui a touché la totalité de la F r a n c e ,
les journalistes n ' h é s i t a i e n t pas à antioncer le d é b u t de 1 "ère glaciaire. Or, depuis une
q u i n z a i n e d ' a n n é e s une littérature a b o n d a n t e c o n c e r n a n t l'éventuel réchauffement
de la terre par effet de serre nous subinergc.
Tout et son contraire sont souvent dits et écrits. Il est important donc d ' e s s a y e r
de relativiser ceci et surtout de positionner les é v é n e m e n t s dits e x c e p t i o n n e l s dans
leur contexte climatique.
(*) N D l . R : y . Cailliez a reçu le prix Prudhomme 1992 pour cet article qui a été rédigé d'après son
mémoire de tin d'études à l'Ecole Nationale de la Météorologie. C e travail a été effectué sous la direction
scientifique de V . Perarnaud et en collaboration avec les Centres Départementaux de la Météorologie de
la Creuse (Guéret) et de la Haute-Vienne (Limoges).
L a M é t é o r o l o g i e 8' série - n° 1 - mars 1993
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Les Centres D é p a r t e m e n t a u x de la Météorologie ( C D M ) sont souvent
d é m u n i s p o u r résoudre ce p r o b l è m e . E n effet, la longueur des séries de d o n n é e s
m é t é o r o l o g i q u e s sur support traitable est souvent brève.
P o u r y remédier (au m o i n s p o u r le L i m o u s i n ) , un p r o g r a m m e de d é v e l o p p e ment s u b v e n t i o n n é par le Ministère de la R e c h e r c h e et de la T e c h n o l o g i e a été mis
en place par les Centres D é p a r t e m e n t a u x de la Météorologie de L i m o g e s et de
Guéret.
L ' é t u d e présentée s'inscrit dans ce cadre. Elle a été effectuée, à l ' E c o l e
N a t i o n a l e de la M é t é o r o l o g i e à T o u l o u s e , au cours d ' u n stage d ' a p p r o f o n d i s s e m e n t
par un élève ingénieur, de d é c e m b r e 1990 à mai 1991 (Cailliez, 1991).
Cette étude c o m p r e n d la production d ' u n e chaîne de traitement de séries
climatiques c'est-à-dire l'acquisition, la reconstitution de valeurs m a n q u a n t e s , la
correction des d o n n é e s de hauteurs de précipitations et de températures à l'échelle
m e n s u e l l e depuis 1880 j u s q u ' à 1988. Cette chaîne de traitement adaptée à un m i c r o ordinateur type P C peut être utilisée par tout C D M . L ' é t u d e se poursuit par un
traitement sur les séries c h r o n o l o g i q u e s , l'évolution saisonnière et q u e l q u e s aspects
de statistiques descriptives.
ACQUISITION
DES D O N N E E S
Le réseau p l u v i o m é t r i q u e utilisé pour cette étude c o m p r e n d 3 4 postes (figure 1) répartis dans le Limousin et sur son p o u r t o u r immédiat. Le choix de ces postes
est dicté p r i n c i p a l e m e n t p a r la p r é s e n c e de d o n n é e s anciennes ( X I X è m e siècle) et
u n e répartition g é o g r a p h i q u e h o m o g è n e . 9 5 % des d o n n é e s quotidiennes proviennent de la b a n q u e de l'eau de C L I M / H Y D R O et les 5 % restants de recherches
d ' a r c h i v e s manuscrites entreprises par les C D M
de G u é r e t et L i m o g e s . C e s 5 % représentent tout
de m ê m e e n v i r o n 3 5 0 0 0 d o n n é e s à saisir
manuellement.
Le réseau t h e r m o m é t r i q u e est compo.sé
de 7 postes (figure 1). Ce sont les seuls postes
dont les séries sont suffisamment longues p o u r
être utiles à cette étude. Les d o n n é e s quotidiennes proviennent e x c l u s i v e m e n t de saisies m a nuelles effectuées dans les Centres D é p a r t e m e n t a u x de la Météorologie du L i m o u s i n .
P o u r les deux réseaux, les d o n n é e s m a n quantes représentent 3 3 % du total.
Parmi les d o n n é e s présentes, certaines
n ' a v a i e n t subi aucun contrôle c o m m e les précipitations antérieures à 1946 fournies par C L I M /
H Y D R O . Environ 0 , 5 % des d o n n é e s se révèlent aberrantes et sont corrigées à l'aide des
d o c u m e n t s originaux ou s i m p l e m e n t suppriinées.
Parmi les archives m a n u s c r i t e s utilisées,
on recense plus de 120 types d ' i m p r i m é s illustrant autant de m é t h o d e s d ' o b s e r v a t i o n s que
d'instrutnents différents dont certains ont survécu j u s q u ' à maintenant.
A
Figure 1
Précipitations et t e m p é r a t u r e s
R é s e a u d'observation du Limousin
- postes séculaires sélectionnés
• p o s t e s précipitations
P o s t e s précipitations et t e m p é r a t u r e s
La m a u v a i s e q u a l i t é d e s d o n n é e s à
l'échelle journalière ainsi que la difficulté de
reconstitution des valeurs m a n q u a n t e s , et de
correction à cette échelle temporelle i m p l i q u e
le choix de l'échelle m e n s u e l l e p o u r cette étude.
Ainsi, sont traités les c u m u l s m e n s u e l s de hauteurs de précipitation et les températures m o y e n nes m e n s u e l l e s .
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L a M é t é o r o l o g i e 8e série - n° 1 - m a r s 1993
RECONSTITUTION
DES D O N N E E S
MANQUANTES
Les m é t h o d e s utilisées concernent toutes une reconstitution spatiale des
d o n n é e s m a n q u a n t e s . Elles nécessitent une c o n n a i s s a n c e préalable, mais approximative, de la climatologie des postes.
L'interpolation simple
Le paramètre P m a n q u a n t au poste S est remplacé par une m o y e n n e des
valeurs m e s u r é e s aux 3 postes i les plus p r o c h e s , pondérées par les distances d (i, S)
afin de d o n n e r plus de poids à une observation proche q u ' à une observation lointaine,
et par les n o r m a l e s c l i m a t o l o g i q u e s .
Plus précisément :
Pe (S) =
Z
K, P^(i)
i =
1
m
—
m^
Pe ( S ) paramètre estimé au poste S
PR (i) p a r a m è t r e m e s u r é aux postes i
ms, mi n o r m a l e s c l i m a t o l o g i q u e s des postes S et i
Ki pondération g é o g r a p h i q u e proportionnelle à d (i, S)
Les deux m é t h o d e s qui suivent n ' o n t été utilisées que pour la reconstitution
des hauteurs des précipitations.
Les indices
d'homogénéité
Cette m é t h o d e est e m p l o y é e en routine par C L I M : H Y D R O (Trendel et al.,
1978). On définit d ' a b o r d le concept de pluie théorique Pth :
P,„=—
3
P,(i)
I
i = 1
—
m^
avec les m ê m e s notations que p r é c é d e m m e n t .
L ' i n d i c e d ' h o m o g é n é i t é s'écrit :
PR
1K
(S)
(S) =
p,„
Si PR (S) est m a n q u a n t e , alors on la reconstitue en deux étapes :
i=I
puis : Pe (S) = Ie (S) X Pth
Cette m é t h o d e a l ' a v a n t a g e de d o n n e r des résultats c o h é r e n t s m ê m e en cas de
déficit ou d ' a c c u m u l a t i o n de précipitations localisées.
Aurelhy
Pour une explication détaillée de la m é t h o d e générale Aurelhy on se reportera
utilement à «Prise en c o m p t e d e la t o p o g r a p h i e p o u r la cartographie d e s c h a m p s
p l u v i o m é t r i q u e s » (Bénichou et Le Breton, 1987). L ' i d é e est d'utiliser la relation
Statistique existant entre la topographie (altitude et configuration locale) et la
pluviométrie en effectuant une régression linéaire multiple. Soit R un e n s e m b l e de
prédicteurs lies au relief alors :
P,(S) = f ( R ) + e ( S )
régression
résidu
Si S est m a n q u a n t alors on estiine le résidu e par une interpolation spatiale :
P^, (S) = f ( R ) + t , (S)
Résultats
Les m é t h o d e s sont testées de deux m a n i è r e s différentes.
Tout d ' a b o r d , pour c h a q u e poste, les valeurs m e s u r é e s sont séparées des
valeurs reconstituées. Ces deux séries sont étudiées grâce à la c o m p a r a i s o n d ' é c h a n tillons. Cette m é t h o d e teste la b o n n e reconstitution de la clitnatologie.
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L a M é t é o r o l o g i e 8e série - n° 1 - m a r s 1993
On utilise ensuite la r e c o n n a i s s a n c e glissante. D e s séries de valeurs sont
volontairement ôtées. On reconstitue les valeurs par les différentes m é t h o d e s
pré.sentées p r é c é d e m m e n t . Alors, on c o m p a r e les séries de valeurs m e s u r é e s et
reconstituées aux m ê m e s é c h é a n c e s cette fois-ci. L a m o y e n n e des erreurs absolues
sert de point de c o m p a r a i s o n .
L'interpolation simple présente un biais systématique de la variance reconstituée et de la m o y e n n e . Les deux autres m é t h o d e s n ' o n t aucun biais.
U n e fois e x p u r g é e de ses biais, c'est l'interpolation simple qui fournit les
meilleurs résultats au sens des deux types de tests utilisés. Elle d e v a n c e un peu la
m é t h o d e des indices d ' h o m o g é n é i t é et, b e a u c o u p plus, la m é t h o d e Aurelhy utilisée
ici hors de son c h a t n p d "appl ication habituel, avec un réseau de faible densité spatiale
et une grande variabilité spatio-temporelle des d o n n é e s .
L'interpolation simple est donc choisie pour reconstituer toutes les d o n n é e s
m a n q u a n t e s des 18 postes à l'intérieur du L i m o u s i n . Les 4 postes pluviomélriques
p o u r lesquels les c o m p a r a i s o n s d ' é c h a n t i l l o n s se révèlent négatives sont écartés de
l'étude ultérieure.
CORRECTION
DES DONNEES
Ainsi c o m p l é t é e s , les séries c o m p o r t e n t encore de n o m b r e u s e s ruptures
d ' h o m o g é n é i t é dues aux c h a n g e m e n t s d ' a b r i , d ' i n s t r u m e n t , de site, de configuration
locale ( d é v e l o p p e m e n t d ' u n arbre, construction d ' u n m u r à proximité...) qu'il
convient de corriger.
Pour visualiser les ruptures d ' h o m o g é n é i t é , on utilise la m é t h o d e des doubles
c u m u l s . Elle consiste à c o m p a r e r g r a p h i q u e m e n t les c u m u l s des valeurs d ' u n poste
à tester (portés en o r d o n n é e ) avec les c u m u l s des valeurs d ' u n poste de référence
(portés en abscisse). C o m m e , a priori, aucun poste ne présente de d o n n é e s h o m o g è nes sur ren.semble de la période, on considère c o m m e poste de référence un vecteur
régional ( m o y e n n e spatiale de tous les postes).
Les doubles c u m u l s tracés sont ensuite transformés par une
orthogonale, par rapport à une droite de régression à vue, afin de
g r a p h i q u e s plus lisibles. P l u s de 6 0 r u p t u r e s p r é s u m é e s sur les
p l u v i o m é t r i q u e s du L i m o u s i n sont ainsi repérées, de m ê m e que plus de
d ' h o m o g é n é i t é sur les 7 postes t h e r m o m é t r i q u e s .
homothétie
rendre les
14 postes
5 0 ruptures
11 faut noter que cette m é t h o d e fait appel à un repérage visuel, e m p i r i q u e des
ruptures. On a donc utilisé le c u m u l des résidus (Bois, 1971) afin de quantifier le
caractère significatif des ruptures p r é s u m é e s . Pour environ un tiers des ruptures, la
cause a pu être trouvée en particulier par des recherches dans les archives papier et
des contacts avec des observateurs bénévoles encore vivants.
Par souci d ' h o n n ê t e t é , seules ces ruptures ont été corrigées, à l'aide d ' u n
simple coefficient multiplicatif appliqué uniformément aux d o n n é e s c o m p r i s e s
entre 2 ruptures avérées (le début et la fin de la série étant considérés ici é g a l e m e n t
c o m m e ruptures).
ETUDE DES SERIES
CHRONOLOGIQUES
Une fois les séries de d o n n é e s h o m o g é n é i s é e s , on peut étudier l'organisation
d e s séries, leur évolution d a n s le t e m p s et leur aspect c y c l i q u e .
a - On étudie le caractère p u r e m e n t aléatoire des séries à l'aide du test des
p h a s e s - e x t r e m a et du test des coupures appliqué aux déciles (Vialar, 1986). Les
séries de températures, au cycle annuel évident, donnent des tests tous négatifs
(séries non-aléatoires). Sur les 14 séries de précipitations, 11 présentent un caractère
organisé, repéré surtout par les tests de c o u p u r e s .
b - L ' é l é m e n t tendanciel des séries est étudié à l'aide de la régression linéaire
simple.
Les t e n d a n c e s des séries p l u v i o m é l r i q u e s varient entre -i- 1,3 et 10,9 m m par
siècle, sur toute la période d ' é t u d e . Seules les 3 plus fortes valeurs qui c o r r e s p o n d e n t
aux postes de Guéret, Bénévent el Sl-Sylveslre se sont révélées significatives.
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La Météorologie 8e série - n° 1 - mars 1993
Il faut en c h e r c h e r la c a u s e d a n s la g a n d e variabilité temporelle des précipit a d o n s introduisant des intervalles de confiance associés aux coefficients de régression linéaire très larges.
TEMPERATURE MOYENNE ANNUELLE
STATION DE BRIVE
Les t e n d a n c e s des séries de t e m pérature varient entre - 0,7 et - 0,3° C par
siècle et sont toutes significatives.
On pourra mieux se rendre compte
de la significativité de la t e n d a n c e des
séries pluviométriques et t h e r m o m é t r i ques en consultant les figures 2 et 3. Les
stations y figurant c o r r e s p o n d e n t à la
plus forte valeur absolue de cette tendance pour chaque paramètre.
La diminution de la teinpérature
en L i m o u s i n entre 1880 et 1988 peut
sembler é t o n n a n t e à première vue. N e
répète-t-on pas q u e la teneur en C 0 2 de
l ' a t m o s p h è r e a a u g m e n t é de près de 5 0 %
depuis 1850 et que l'effet de serre ainsi
amplifié produirait un réchauffement
important ?
Figure 2
T e m p é r a t u r e m o y e n n e a n n u e l l e (station d e Brive)
CUMUL ANNUEL DES PRECIPITATIONS
STATION DE GUERET
Il faut d ' a b o r d se rappeler que
l'effet de serre est un processus global et
que le L i m o u s i n est bien peu repré,sentatif de la terre entière. D e plus, les évolutions climatiques sont l a r g e m e n t différenciées de p a r l e m o n d e . Ainsi, le «petit
âge glaciaire» qui a sévi en E u r o p e entre
le XVE""-' et le XVIll"™ siècle n ' a pas du
tout été ressenti en Asie du Sud-Est.
M ê m e si on a d m e t q u e le climat européen s'est réchauffé, ce qui n ' e s t pas
e n c o r e p r o u v é , il faut considérer le caractère particulier du L i m o u s i n . D a n s
cette région, la surface boisée a doublé
depuis 1930 suite à une politique de
reboisement. L a forêt en friche ou plantée a remplacé la prairie.
Or, la forêt, surtout q u a n d elle est
de g r a n d e d i m e n s i o n , peut se c o m p o r t e r
c o m m e un système fermé quant au cycle
de l'eau. Lors de belles j o u r n é e s e n s o leillées, l'évapotranspiration et les ascendances t h e n n i q u e s envoient des grandes quantités de vapeur d ' e a u dans l'atm o s p h è r e . P o u r peu q u e celle-ci se cond e n s e en gros cuinulus, une partie de
cette vapeur d ' e a u retournera directem e n t à la forêt sous forme de précipitations convectives ( p h é n o m è n e bien
c o n n u e n G u y a n e f r a n ç a i s e , en
Amazonie,...).
Figure 3
Cumul a n n u e l d e s précipitations (station d e G u é r e t )
Un des effets de la forêt est une
a u g m e n t a t i o n légère de la nébulosité qui
réduit le r a y o n n e m e n t reçu et fait diminuer la t e m p é r a t u r e m o y e n n e . Elle doit
é g a l e m e n t p r o v o q u e r une auginentation
des p r é c i p i t a d o n s : on l'a effectivement
constaté. Il resterait à vérifier que cette
a u g m e n t a t i o n s'est produite sur les pluies
convectives.
c - Les é l é m e n t s cycliques sont
étudiés à l'aide du p é r i o d o g r a m m e (analyse de Fourier périodale).
13
L a M é t é o r o l o g i e 8"' série - n° 1 - mars 1993
Les séries de précipitations font apparaître des cycles significatifs de 6 et 12
m o i s . Selon la p r é p o n d é r a n c e respective de l'un ou de l'autre, on a ainsi 4 saisons
(2 h u m i d e s et 2 sèches) ou plutôt 2 saisons (1 h u m i d e et 1 sèche). Pour certains
postes, on décèle é g a l e m e n t d e s cycles à la limite de la significativité de 3 3 et 4 6
m o i s . L ' e n s e m b l e de ces cycles, et de la t e n d a n c e , n ' e x p l i q u e au m a x i m u m q u e 5 %
de la variance.
Les .séries de températures font é g a l e m e n t apparaître des cycles de 6 et 12
m o i s . Le cycle de 12 m o i s est le cycle annuel classique. Le cycle de 6 m o i s , dix fois
plus petit, e x p r i m e s i m p l e m e n t le fait que la variation de la température au cours
d ' u n e a n n é e n ' e s t pas p u r e m e n t sinusoïdale. L ' e n s e m b l e des cycles, plus la tend a n c e , explique cette fois-ci 91 % de la variance des séries avec 9 0 % concentrée sur
le cycle de 12 m o i s .
ETUDE SAISONNIERE
On peut construire pour c h a q u e poste des d i a g r a m m e s saisonniers.
O n calcule d ' a b o r d la m o y e n n e des 12 mois q u e l'on n o m m e m o y e n n e
annuelle et on reporte les valeurs m e n s u e l l e s relativement à cette m o y e n n e . T o u t e
valeur m e n s u e l l e inférieure à la m o y e n n e de tous les mois est décrétée appartenir à
une période sèche (ou froide), les autres à une période h u m i d e (ou c h a u d e ) . Les
figures 4 et 5 représentent l'évolution annuelle m o y e n n e de la température et des
hauteurs de précipitation p o u r les postes de G u é r e t et Bourganeuf.
Si on a d m e t une évolution linéaire constante du climat, ces d i a g r a m m e s
peuvent être affectés au milieu de la période 1880 - 1988. O n peut d o n c modifier
c h a q u e d i a g r a m m e à l'aide des t e n d a n c e s m i s e s en é v i d e n c e sur les séries m e n s u e l l e s
afin d ' a v o i r une idée de l'évolution annuelle des différents p a r a m è t r e s au début et
à la fin de la période d ' é t u d e (figures 6 à 9).
Fig4
Fig6
Fig8
Fig5
Fig7
Fig9
Figures 4 à 9
On peut faire trois r e m a r q u e s principales c o n c e r n a n t ces d i a g r a m m e s . Le
m o i s de j a n v i e r est passé au cours de cette période d ' é t u d e de la saison sèche à la
saison h u m i d e . Les variations enregistrées en 109 ans c o r r e s p o n d e n t à un d o u b l e m e n t de la pluviométrie.
14
La M é t é o r o l o g i e 8e série - n° 1 - m a r s 1993
Le m o i s d ' o c t o b r e a migré vers la saison c h a u d e signifiant u n e amélioration
de l'arrière saison. Enfin, l ' a m p l i t u d e t h e r m i q u e annuelle a été réduite de 1,5 à 2 ° C
selon les postes.
CLIMATOLOGIE
DESCRIPTIVE
3 mois
On peut caractériser la variabilité d ' u n p a r a m è t r e d o n n é (hauteur de précipitation ou t e m p é r a t u r e ) en calculant la m o y e n n e , l'écart-lype, les quinliles pour les
12 m o i s de l ' a n n é e , pour chacun des postes.
6
mois
1
08/1958 à
10/1958
42,4 mm
1
0 3 / 1 8 9 3 à 0 8 / 1 8 9 3 2 2 3 , 7 mm
2
02/1938 à
04/1938
53,5 m m
2
0 7 / 1 9 8 5 à 12/1985
3
01/1929 a 03/1929
65,9 mm
3
06/1978 à 11/1978
2 4 3 , 0 mm
4
0,3/1893 à 0 5 / 1 8 9 3
71,9 mm
4
02/1949 à 07/1949
2 4 6 , 8 mm
5
12/1890 à 02/1891
6
07/1026
7
0 9 / 1 9 7 8 à 1 1/1978
8
01/1953 à 03/1953
à
09/1926
72,4 m m
5
01/l')76 a 06/1976
74,3
6
0 5 / 1 9 0 6 a 10/1906
mm
83,0 m m
84.9 mm
7
8
9
07/1898 à 09/1898
85,3 m m
9
10
03/1955 à 05/1955
87,1 m m
10
12 m o i s
01/1944 à 06/1944
02/1921
à 07/1921
2 3 7 , 7 mm
252,2
mm
257,5 m m
262,1 mm
278,3 m m
0 7 / 1 9 0 4 à 12/1904
279,1 mm
10/1928 a
280,6 m m
05/1929
24 m o i s
1
09/1948 à 08/1949
574,1 m m
1
0 2 / 1 9 4 8 à 01 / 1 9 5 0
1467,8 m m
2
03/1904 à 02/1905
646,0 m m
2
10/1904 à 09/1906
1554,3 m m
3
0 1 / 1 9 2 1 à 12/1921
674.9 m m
3
04/1S92 à 03/1894
1581,8 m m
4
09/1917 à 08/l918
692,0 m m
4
03/1893 à
02/1895
1591,4 m m
12/1921
1591,6 m m
5
10/1975 à 09/1976
702,4 m m
5
01/1920 à
6
03/1881 à 02/1882
704,0 mm
6
06/1890 à 05/1892
1602,8 m m
7
0 1 / 1 9 5 3 à 12/1953
704,4 mm
8
10/1897 à 0 9 / 1 8 9 8
9
H)
7
10/1897 a 0 9 / 1 8 9 9
1603,7 m m
mm
8
06/1894 à 05/1896
1604,9 m m
03/1893 à 02/1894
726,3 mm
9
11/1889 à 1 0 / 1 8 9 1 1612,6 m m
05/1890 à 04/1891
730,6mm
10
711,5
09/1971 à 0 8 / 1 9 7 3
1627,3 m r a
Ainsi, à G u é r e t . en juillet, sur la
p é r i o d e 1880-1988 les h a u t e u r s de précipitation sont c a r a c t é r i s é e s par une
m o y e n n e de 67,2 m m , un écart-type de
4 1 , 4 m m , un p r e m i e r quintile de 29,1
m m et un q u a t r i è m e quintile de 95,7
m m . La variabilité inter-annuelle peut
être d é t e r m i n é e de la façon suivante : en
juillet, à Guéret, sur la période 18801988, 6 a n n é e s sur 10 les h a u t e u r s de
précipitation sont c o m p r i s e s entre 29,1
m m et 95,7 m m .
M a i s ceci est insuffisant pour
positionner dans leur contexte climatiq u e les é v é n e m e n t s dits e x c e p t i o n n e l s .
Le p r o b l è m e est déjà de savoir à part ir de
quelle durée un é p i s o d e peut être décrété
exceptionnel : I mois, 3 mois, 6 mois, 1
an...? L'échelle mensuelle n'est pas adaptée pour la d é t e r m i n a t i o n d ' u n épisode
froid ou c h a u d . Il est plus j u d i c i e u x de
s'intéresser, p o u r caractériser un épisode froid, aux n o m b r e s de j o u r s où la
t e m p é r a t u r e m i n i m a l e a été inférieure à
un seuil et, p o u r caractériser un é p i s o d e
c h a u d , aux n o m b r e s de j o u r s où la température m a x i m a l e a été supérieure à un
seuil.
En ce qui c o n c e r n e les é p i s o d e s secs ou h u m i d e s , on peut s'intéresser aux
c u m u l s des précipitations sur 3, 6, 12 ou 24 m o i s . 11 suffit ensuite de classer les
valeurs o b t e n u e s par ordre croissant.
L'encadré ci-dessus présente les 10 périodes les plus sèches pour le poste de
référence. On r e m a r q u e q u e les étés historiques de 1949 et 1976 n ' a p p a r a i s s e n t q u ' à
partir de 6 mois consécutifs.
La consultation rapide des gazettes agricoles l i m o u s i n e s fait état de désastres
en 1893 (1ère place sur les é p i s o d e s de 6 mois) el 1906 ( 6 è m e place p o u r les é p i s o d e s
de 6 m o i s ) .
CONCLUSION
La chaîne de traitement qui permet dans cette étude de quantifier l'évolution
du climat dans le L i m o u s i n d e p u i s 1880 avec en particulier une baisse des t e m p é r a tures et une a u g m e n t a t i o n des précipitations peut être utilisé par tous les C D M .
Mais avant de valoriser les d o n n é e s cliinatologiques a n c i e n n e s , un travail
fastidieux de collecte d ' a r c h i v e s , de saisie, de contrôle, de reconstitution et
d ' h o m o g é n é i s a t i o n des d o n n é e s est indispensable.
Ce type d ' é t u d e , réalisé dans d ' a u t r e s régions c l i m a t i q u e s q u e le L i m o u s i n ,
permettrait de c o m p a r e r les évolutions c l i m a t i q u e s et d'identifier la part i m p u t a b l e
à la spécificité de la région limousine par rapport à une évolution plus globale au
niveau de la France.
15
La M é t é o r o l o g i e 8e série - n° 1 - mars 1993
BIBLIOGRAPHIE
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